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MUSEU GUGGENHEIM, BILBAO, ESPANHA

por mmsfr, em 02.07.12

Quase parece uma injustiça resumir Bilbao ao Guggenheim, a sua "atracção" número um, lembro-me que falava com os meus colegas espanhóis e sempre diziam que a cidade não era bonita á excepção do museu desenhado pelo famoso Frank Gehry. Felizmente, a sua construção e inauguração em 1997 veio trazer um outro dinamismo a uma cidade portuária e indústrial, um patinho feio que se transformou numa cidade referência em Espanha.

Logo á entrada para dar as boas vindas está uma escultura muito "verde" de Jeff Koons: the Puppy. Acaba por ser uma peça interessante no meio do cinzento do metal torcido ele contrasta com as suas coloridas flores e o seu ar leve. 

 

É certo que é uma das obras de arquitectura mais impactantes que podemos ver em Espanha, assim de repente só me lembro das de Calatrava em Valência. Dizem que ao desenhar o museu, Gehry teve em conta as raízes indústriais e portuárias da cidade de Bilbao, por isso em o material utilizado e as formas que se assemelham a um barco.

Se o seu exterior é espectacular, o seu interior ainda que interessante peca mais pelo conteúdo. Não que não tenha qualidade mas talvez lhe falte alguma abudância. 

Um dos pisos de exposição estava fechado e no final de vermos tudo o que o museu tinha para oferecer foi sem dúvida a instalação do artista Richard Serra, o "The Matter of Time" que mais nos agradou. Além disso íamos com o nosso filho e continua a falhar nestes museus, no meu ponto de vista,  algo mais "kids friendly". Ele adorou o "The Matter of Time", as diferentes formas, os sons, tudo...mas sempre estava um segurança chato (e antipático...por Deus façam um esforço!) a dizer que ele não podia falar, que não podia correr, que não podia tocar. São crianças se não podem fazer nada mais vale impedir que entrem e acreditem, ele portou-se lindamente e nem havia motivos para tal excesso de zelo.

Nas zonas de exposições ou instalações não se podem tirar fotos, ainda que muitos (lamentávelmente) não o respeitassem. Do que vimos houve muita coisa que eu (que no liceu escolhi a área de Artes) sempre me pergunto como se "vende" como arte. Havia uma particularmente interessante de fotografia de um artista (cujo o nome não consigo encontrar) que tirava auto-retratos com máscaras tipo Missão Impossível em que retratava um membro de familia, um avô, uma irmã, a mãe, o pai, o objecto era sempre ele o rosto mudava consoante a personagem que queria interpretar. O que surpreende é que á primeira vista pareciam simples fotografias dos anos 60, 80, etc.. 

Uma vez que gosto de fotografia, a outra que também me agradou foi uma pequena sala com uma colecção de fotografias antigas década de 40/50 iluminada com vários fios de lâmpadas, ainda que não tivesse relacionado não conseguia evitar pensar que aquele ambiente tivesse ligação á Segunda Guerra Mundial.

Saindo do átrio principal para a zona junto ao rio podemos encontrar a escultura "Tulips" também de Jeff Koons. 

Quando terminámos a visita decidimos subir em direcção á Ponte del Salve e ao fazê-lo começamos a ganhar outra ideia da dimensão do museu. É sem dúvida um dos melhores "spots" para fotografá-lo. 

 

Não subimos toda a ponte, este foi o ponto mais alto para nós já era o suficiente para obter uma excelente imagem da localização do museu junto ao rio Nervión. Recomendam também um passeio de barco para o ver de outro ângulo.  

 

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publicado às 20:54




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