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SALVADOR, BAHIA, BRASIL

por mmsfr, em 17.10.09

O nosso passeio a Salvador prometia. Tínhamos contratado dois taxistas (da confiança da mãe do noivo) para nos levar aos locais mais emblemáticos de Salvador, acabaram por revelar-se mais que isso, eram autênticos guias da cidade mas não dos turisticos, aqueles que nos mostram locais onde os baianos vão, onde comem bem e se divertem.
Saímos do hotel e o primeiro "site" turístico foi um dos parques da cidade que no centro do lago têm esculturas de Orishas no Dique de Toróró.

No alto víamos aquilo que acreditávamos ser uma favela, mas os nossos guias (Sr. Fernando e Valdnei) dizem-nos que não, que favela ali nem tijolo tinha, hum...no Rio têm mas enfim, básicamente ele dizia-nos que normalmente eles dão pouco valor ao aspecto externo da casa mas mais ao interior onde não pode faltar o plasma ou o LCD para ver o futebol e as novelas.

A seguir levou-nos por uma marginal onde fizémos a primeira paragem para ver o porto da cidade, confesso que a vista não era das mais bonitas mas eles sentiam que era importante mostrar tudo o que a cidade tem, bonito ou funcional. Aqui tive um azar, tropecei numa valeta (que ali são bem grandes) e quase punha em risco o resto do passeio, para todos!!!

Mas enfim, pé inchado á parte, a vontade de conhecer a cidade era mais forte que as dores e lá fui aguentando.
Fiquei muito melhor depois de ir á melhor gelataria de Salvador (Sorveteria da Ribeira), segundo os nossos dois guias improvisados. Estávamos todos feitos tontos a pedir sabores como Morango, levámos logo um raspanete e com razão, se é a melhor gelataria não deve ser pelo morango mas sim por todos os outros sabores mais originais que tenha ou de frutas que em Portugal não provaríamos.


Continuámos na linha da praia, vimos os baianos a apanhar banhos de sol, a aproveitar bem o seu dia enquanto comem uma boa moqueca cozinhada na praia que custa uns 25 reais e alimenta meio povo. "Aqui se come do bom e do barato", diz o taxista. Bem que gostaríamos mas já nem tínhamos tempo e de facto os melhores sitios onde comemos acabaram por ser os que pior aspecto tinham, porém não nos sairam muito mais baratos...turistico portanto!

Próxima paragem: Igreja do Nosso Senhor do Bonfim.

Que vou colocar num outro post para que este não fique muito grande mas tem uma vista extraordinária e é dela que vem as famosas pulseiras do Senhor do Bonfim...

Vamos depois para o forte com uma vista sobre Salvador é soberba. Vemos os arranha-céus que lhe dão um cunho de modernidade misturado com o seu ar mais tradicional e histórico.

 

 

Chegamos então ao famoso mercado de Salvador, o famoso Mercado Modelo, entramos e há todo o tipo de coisas para venda, mas essencialmente artesanato local, os famosos e coloridos quadros com as baianas, estivémos quase quase a comprar um mas não ganhámos no regateio e eles queriam vendê-lo mas não conseguiam ligar ao patrão, espero que não tenham levado muito na cabeça por terem perdido uma oportunidade de venda.

 


Já cá fora esperámos pelo resto do grupo e surgi-nos a primeira e única situação de maior risco, não víamos os nossos taxistas e quando dou por mim estava um pedinte a puxar o P para trás das camionetas, creio que foi maior o susto que o perigo em si, até porque ele só tinha 1 braço e estava a usá-lo para puxar o P, mas honestamente...nunca se sabe. Sei que lhe demos uns berros e a situação chamou a atenção de todos, ele acabou por se ir embora. Mas se queria pedir para quê puxar o P para trás da camioneta? Enfim...não sentimos propriamente insegurança ali mas todo o cuidado é pouco, igual que em algumas cidades europeias para não ficarmos sem carteira. 
Bom...a visita continua. Do Mercado vemos o Elevador Lacerda.

O ponto de ligação entre a Cidade Baixa e a Alta, entre a zona de porto com a zona do Pelourinho, existe desde 1873. Olhando para ele confesso que me parecia mais recente, não me tinha enganado, nos anos 30 foi remodelado. É um dos principais símbolos da cidade e também um dos locais mais visitados.

E eis que chegámos ao último ponto da nossa "excursão" a Salvador, o Pelourinho. Ponto de incontornável interesse, o melhor da visita, não desfazendo do resto mas esta zona é...nem tenho palavras para a descrever. Adoraria por exemplo de ver o Bairro Alto com este nível de preservação.

O colorido dos edificios dá mais vida ainda, tem tudo: história, lojas, bons restaurantes, baianas vestidas a rigor, animação e tem o Olodum.

(mais sobre o Pelourinho noutro post)

A última paragem já de noite, foi no Farol da Barra parte do Forte da Barra construído para defender a Baía de Todos os Santos.

Á volta do forte, vemos muitos baianos sentados que tinham acabado de presenciar o pôr-do-sol, muitos deles em casais presumo que seja um local dado ao romance.

 

Por todo o Salvador está a marca dos portugueses, para o bem e para o mal, a sua história estará sempre ligada com a nossa.

 

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publicado às 14:38




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