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MUSEU NACIONAL DO COLEGIO DE SAN GREGORIO, VALLADOLID, ESPANHA

por mmsfr, em 21.10.11

Entrámos neste museu sem qualquer expectativa, na realidade nem tinha sido a nossa primeira opção mas sim uma exposição que estava no Palácio de Villena (logo ao lado) chamada Primitivo, com quadros de pintores portugueses do século XV e XVI. Por outro lado pensámos que uma vez em Valladolid deveríamos ver um museu com exposições da região e a outra podemos tentar localizá-la em Portugal.

Creio que fizémos a escolha acertada. Assim que tiro a carteira da mala para pagar o senhor da bilheteira entrega-me os bilhetes para mão, um mapa e começa a indicar-me o caminho sem cobrar-me, ao Sábado á tarde não se paga. Excelente. Cultura sem custos adicionais, de qualquer forma se tivesse pago senti-me igualmente satisfeita, esta é uma colecção que para mim merecia cada euro cobrado porque foi a primeira que alguma vez vi do género e fiquei impressionada.

 

Li algures que era um dos museus mais antigos de Espanha. Grande parte do que está exposto é de carácter religioso, o mais impressionante foram os grandes retábulos de madeira recolhidos de diversas igrejas da região e ali preservados. Autênticas preciosidades artísticas esculpidas em madeira com um grande nível de detalhe.

A exposição está organizada de forma cronológica e começa com século XV onde numa das salas podemos ver um tecto trabalhado em madeira e com aplicações douradas. Vamos também algumas pinturas a óleo onde se sobrepõem apliques dourados.

Uma das nossas esculturas preferidas foi a de San Onofre de Alejo de Vahia, trabalhada em madeira e com um grande detalhe para fazer a parte do pelo.

Entramos depois no Renascimento onde em duas salas se expôem as peças de um retablo de madeira cuja dimensão era tão grande que para que se conseguisse ver tinha que ser assim, como se fosse um puzzle.

O retábulo de San Benito, estava originalmente na igreja do mosteiro com o mesmo nome, foi encomendado ao artista Alonso Berruguete e na parte central podemos ver o San Benito, cuja dimensão era impressionante. Havia também o Calvário e a Assunção de Maria. 

Ainda nesta zona um fantástico trabalho do escultura Andrés de Nájera com as cadeiras de madeira do coro do mesmo mosteiro do retábulo.  

Ao fundo da sala, um trabalho de Juan de Juni um escultor francês que viveu na cidade de Valladolid e que criou este Enterro de Cristo. Ao centro está Jesus Cristo a ser preparado para o enterro enquanto a sua mãe, Maria chora a sua morte e José a consola. Também está representada Maria Madalena e Nicodemo. 

Seguimos para a zona do Barroco, antes ainda ficámos a contemplar o claustro do Colégio. 

 

Um dos quadros que chama mais a atenção é o da Anunciação de Maria de Gregório Martinez (séc. XVI) onde se nota as influências dos artistas italianos Rafael e Miguel Ângelo. 

 

Nesta zona uma das obras mais interessantes é o retábulo e relicário da Anunciação, obra de Vincente Carducho do inicio do século XVII. 

No final passamos ainda por um conjunto de esculturas representando a Via Sacra, desde o Pretório até ao Calvário. Estas esculturas saiem á rua na altura da Semana Santa em pequenos carros puxados por homens vestidos com o traje típico da época.

Uma delas é o Caminho para o Calvário de Gregorio Fernández e a a última é a elevação da cruz de Francisco Rincón (século XVII).

Foi uma excelente surpresa este museu, claro que será ainda mais interessante para quem goste de arte religiosa.

 

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