Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]


MEDINA DE MARRAKESH, MARROCOS

por mmsfr, em 13.11.05

 Hoje conhecemos...a Medina de Marrakesh, ou seja a cidade fortificada.

 

 

O seu ponto de maior agitação é sem dúvida a Praça de Djmaa-el-Fna, uma grande zona de comércio onde vemos vários vendedores ambulantes e animadores em busca do som da moeda a cair nas suas caixas.  Aqui vende-se desde fruta a especiarias, frutos secos entre outras coisas.

Á volta da praça alguns restaurantes permitem aos turistas e locais com mais possibilidades comer de forma mais tranquila, tendo esplanadas nos pisos superiores com uma excelente vista.

 

Mas devo dizer que o principal encanto da Medina não está própriamente nessa praça mas sim na sua teia de estreitas ruas apinhadas de comércio, há de tudo, desde o artesanato local ás famosas babouchas marroquinas. 

 

Aqui sentimos o seu pulsar, aqui a Medina ganha vida e cor. Sem dúvida que percorrer as suas ruas e perder-nos um pouco dará mais encanto ao passeio. De toda a nossa viagem este foi o local que mais gostei, ainda que também o mais turístico por certo mas longe do que realmente conhecemos como um ponto só para turistas.

E quando a Mesquita de Koutoubia espalha o sinal, o nosso vendedor de especiarias adia a transacção para se colocar de joelhos na sua loja e rezar virado para Meca, ao fundo ouvimos o som dos altifalantes que vêm do seu Minarete com a oração do dia.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 18:10

IMEGDAL, MARROCOS

por mmsfr, em 13.11.05

Hoje conhecemos...a remota aldeia de Imegdal em Marrocos.

Foi dificil para mim encontrá-la no mapa, enquanto os jipes nos levavam pelo Atlas nem sabíamos muito bem a nossa localização. Do pouco que percebi estávamos perto dos limites do Parque Natural de Toubkal que é também o ponto mais alto do Atlas.

O trajecto era sinuoso já que estávamos numa montanha, não havia separadores caso algum jipe se despistasse comeria a poeira rebolando por ali abaixo. Pequenas pirâmides de pedra marcavam o limite, o motorista que as pisasse iria ter esse destino fatal...medo, muito medo.

As povoações quase se confundem com a montanha tal é a cor da suas construções, as casas são simples e modestas, estamos longe da civilização onde estamos habituados a circular. A vida aqui é outra.

O nosso objectivo: melhorar as condições de vida desta remota aldeia.

Fomos distribuidos por vários projectos, uns ajudariam a arranjar a escola, outros a tratar da canalização que traria água potável ás casas da aldeia e outro muito curioso, era construir um pequeno muro que iria impedir as cabras de entrar casa adentro de um dos seus habitantes.

O trabalho era duro, partir pedra, escavar o chão, depois vêm os acabamentos, as pinturas e outras coisas.

Pelo meio, duas horas de descanso para comer, estávamos sujos e exaustos mas não desanimados. 

O sorriso dos locais traziam conforto, cozinharam-nos o almoço com muito carinho (mas com pouco sal...) e a juntar a esse agradecimento, cantaram e dançaram. A simpatia era a sua principal qualidade. 

Despedimo-nos de Imegdal cansados e esperava-nos uma outra aventura, a de cruzar o Atlas á noite para jantar e dançar.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 14:47

MARRAKESH, MARROCOS

por mmsfr, em 11.11.05

Hoje conhecemos...Marrakesh em Marrocos.

Aterrámos de noite, vindos de Madrid e fomos directos para o nosso hotel, o Le Tikida Garden. Viajávamos em grupo e não havia quartos partilhados eram individuais, cada um tinha o seu, regra tonta e dispendiosa que acabou por ser quebrada quando um ou dois quartos apareceram com os tectos cobertos de moscas. Que nojo!

A quem aconteceu não lhe foi dado outro quarto já que o hotel estava lotado, acabámos por nos juntar em quartos de dois que a mim teria sido mais lógico desde o inicio.

 

A discoteca á porta do hotel era também um espaço interessante, atenção que o consumo de alcóol é tolerado apenas aos turistas mas ainda assim, quando a turista é do sexo feminino o mais usual é que sejam resistentes a servir-nos uma bebida. O consumo de alcóol é proibido, mas ali deve ser um pequeno oásis na lei porque todos estavam a beber e temo que o nosso grupo era o único estrangeiro.

A música era uma mistura de internacional com local o que tornava a coisa mais engraçada.

O dia de hoje foi reservado á nossa reunião de grupo, logo á chegada somos recebidos com música e danças tradicionais. Finalmente, começava a sentir-se o espírito de Marrocos.

 

Tivémos direito a almoço nesta espécie de oásis onde pudémos disfrutar das vistas e comer as famosas "tajines", confesso que não sou fã. Tudo bem, vem num fantástico "aparato" de barro, mas aquilo são legumes e carne cozida (borrego ou cabrito, sei lá) em mil e uma especiarias, não tenho o meu paladar assim tão desenvolvido devo admiti-lo.

Mas sem dúvida que lhes dou nota 20 em apresentação, devo treinar o meu paladar para que esteja mais de acordo com os sinais positivos que a minha visão vai transmitindo a olhar para o colorido dos seus pratos...Uma coisa é certa, tudo me pareceu bastante saudável, trocam o sal por ervas aromáticas, têm bastantes legumes cozidos e a única coisa mais calórica e logo a mais tentadora, são os seus fantásticos bolinhos de amêndoa.

Estivémos a relaxar um pouco e depois fomos até á Medina de Marrakesh, já estava bem escuro e o caos na praça estendia-se até ás suas ruas mais estreitas. Motas cruzam a praça num movimento desordenado, os marroquinos passam por nós e mostram a língua, dizem-nos algo que não percebemos, presumimos que sejam piropos, esperamos que não sejam insultos.

 

 

Vemos as tais barraquinhas de mercado, cheiramos os fritos, vemos o encantador de cobras e até o professor de sexo que demonstra na praça o kamasutra, nunca pensem que fosse permitido, mas Marrocos é mesmo assim...sempre a surpreender. Quebram-se as barreiras e os mitos, começo a disfrutar muito mais Marrakesh.

Por várias ruelas, chegamos ao destino. Fomos jantar a um palácio transformado em restaurante, preservou aquele ambiente das "1001 Noites", tem encanto e fiquei um bom bocado observar o local enquanto o resto do grupo já devorava as entradas. Depois lá veio a "tajine", temo que é tudo o que vamos comer por aqui. Salvam-nos os tais bolinhos de amêndoa no fim, que delicia meu deus!

 

 

A noite termina depois do jantar, o dia seguinte prometia um passeio de jipes, uma aldeia a quem oferecer ajuda e para o fazer entramos no Atlas.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 14:15



Guia de Cidades


Pesquisa

Pesquisar no Blog  

Onde Vivemos


Posts mais comentados



Mais sobre mim

foto do autor


calendário

Dezembro 2012

D S T Q Q S S
1
2345678
9101112131415
16171819202122
23242526272829
3031